quarta-feira, 25 de abril de 2007

Exercício 3b/ Jornalismo Online/ Suzana Barbosa/FJA

O mapeamento analítico realizado dos produtos Globo On-line, El Clarín, El País, Washington Post e BBC News revela que o webjornalismo reinventa-se a cada dia e deformas diferentes. A pesquisa objetivou compreender como as respectivas mídias estruturam a sua versão digital.
Por uma questão didática, os 52 itens utilizados como parâmetro investigativo serão agrupados em sete temas para uma avaliação dos dados coletados. São eles:

1-Alertas e/ou divulgação alternativa de conteúdo (RSS, RSS por canal, Podcasting, Newsletter, Newsalert, SMS, MMS e PDA)
2-Estatísticas de acesso (Mais lidas, Mais votadas, Mais pesquisadas, Mais enviadas, Mais vistas e Estatísticas dinâmicas);
3-Estrutura do conteúdo (Comentários nas matérias, links externos, assuntos relacionados, multimídia relacionada, Vídeo, Áudio, Galeria de imagens, Infografia animada, Slideshow, Slideshow com áudio e Foto (grande/pequena);
4-Interatividade e/ou Serviço (Enviar matéria, blog, comentários no blog, links externos no blog, fotolog, comentários no fotolog, link externo no fotolog, videolog, comentário no videolog, link externo no videolog, enquete, games).
5-Compartilhamento de conteúdo (Digg, Delicious, Blogging ou outros sites, Seções para o usuário publicar seu conteúdo).
6-Acesso ao conteúdo (Exige cadastro, pago/gratuito)
7-Arquitetura da informação (quantidade de colunas, design horizontal/vertical, busca textual/multimídia por palavras-chave, autor ou data).


No que refere-se aos alertas e/ou divulgação alternativa de conteúdo, nota-se a presença de todos os itens nas mídias analisadas. O destaque fica por conta do RSS/RSS por canal que consta em todos os veículos e o MMS, encontrado apenas no El Clarín.
Sobre as estatísticas de acesso, a adoção ainda é prematura. Tanto o Washington Post como a BBC News, não incorporam os elementos. O destaque desta seção fica com o El País que é o único que apresenta as estatísticas dinâmicas.
A estrutura do conteúdo é quase uniforme em todos os produtos. Ambos exploraram a multimidialidade como componentes das suas narrativas. A observação constatou que apenas o El País disponibiliza links externos em seus conteúdos, permitindo aos usuários um maior aprofundamento sobre os assuntos abordados pelo jornal.
No quesito interatividade ou serviço as experiências são distintas. O blog só não está presente na BBC News que dispõe de uma equipe de colunistas e a enquete está presente em todos os sítios. Novamente, o El País oferece um diferencial aos seus leitores: a possibilidade de jogar games em seu espaço.
O compartilhamento de conteúdo só foi adotado pelo El País e Washington Post. No que tange a participação dos usuários na produção do conteúdo, soma-se a esses dois, O Globo On-line.
Pelo fato dos jornais analisados possuírem também versões impressas, este conteúdo é disponibilizado através de assinatura na Web. O único que possui o conteúdo totalmente aberto e não exige cadastro para o acesso ao conteúdo é a BBC News. Os demais oscilam entre assinaturas e cadastro gratuitos (utilizados para definir o perfil do usuário e criar banco de dados para as empresas).
Por fim, sobre a arquitetura da informação não há um padrão quanto ao número de colunas, ao design (que sofre alterações a depender do conteúdo). Enquanto a memória, destaques para o O Globo On-line, El País e Washington Post que possibilitam a busca tanto por arquivos textuais ou multimídia, seja por palavras-chave, autor e data.
Baseado na navegabilidade e análise dos dados constata-se que entre as mídias pesquisas o site do El País é o que se aproxima mais do "modelo ideal" para um site noticioso na web.
O El País trabalha na perspectiva de oferecer aos usuários um conteúdo específico para a internet, seja com layout mais moderno, incorporação de elementos multimídia nas narrativas jornalísticas, o conteúdo está estrutura de forma arbórea, permitindo aos leitores como definir “navegar na notícia”, sem contar, que exige um equilíbrio entre a área comercial, editorial e tecnológica, resultando em um produto próximo do espera-se do webjornalismo.

Exercício n° 1/ Jornalismo Online/ Suzana Barbosa / FJA

No artigo “Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web”, Luciana Mielniczuk, estabelece três etapas classificatórias para o desenvolvimento do jornalismo na web: Webjornalismo de primeira geração, Webjornalismo de segunda geração e Web jornalismo de terceira geração.
Na primeira etapa os produtos oferecidos eram reproduções de partes dos grandes jornais impressos, que passavam a ocupar o espaço na internet, configurando-se em um caráter meramente transpositivo. Dentre os sites indicados para este exercício, todos já superaram esse estágio.

Webjornalismo de segunda geração

Segundo Mielniczuk, nesse momento começam a ocorrer experiências na tentativa de explorar as características específicas oferecidas pela rede.
"Ao mesmo em que se ancoram no modelo do jornal impresso, as publicações para a web começam a explorar as potencialidades do novo ambiente, tais como links com chamadas para notícias de fatos que acontecem no período entre as edições, o e-mail passa a ser utilizado como uma possibilidade de comunicação entre jornalistas e leitor ou entre os leitores, através de fóruns de debates; a elaboração das notícias passa a explorar os recursos oferecidos pelo hipertexto; surgem as seções 'últimas notícias'."
O The New York Times, Chicago Tribune, Roanoke Times e Nola.com, encontram-se nesta etapa, uma vez que a versão web é ancorada pelo modelo do jornal impresso. Ao comparar a versão impressa com a versão digital, o melhor conceito classificatório seria a Multimidialidade/Convergência definida por Palácios2. O autor entende Multimidialidade como a "convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico". Já a convergência, "torna-se possível em função do processo de digitalização da informação e sua posterior circulação e/ou disponibilização em múltiplas plataformas e suportes, numa situação de agregação e complementaridade".
Superando o estágio de metáfora, como também é conhecida, a segunda geração do webjornalismo, o The New York Times incorporou em seu sítio a personalização das notícias (opção oferecida ao usuário de configurar o jornal de acordo com seus interesses individuais). Destaca a memória (disponibilização para o usuário, o conteúdo já publicados pelo veículo, armazenado em sua home page) na página de abertura e adotou a estrutura arbórea como narrativa jornalística. Os mesmo elementos não são encontrados no The Roanoke Times, Nola.com e o Chicago Tribune, que ainda estabelecem o cadastro dos usuários para o acesso a parte dos seus conteúdos.

The Roanoke Times, Nola.com e o Chicago Tribune

Os sítios são exemplos de portais regionais. Segundo Barbosa3, portal regional é um modelo de apropriação da tecnologia segundo uma lógica de articulação local-global, que privilegia os conteúdos locais, reforçando a relação entre comunidade e conteúdo.
O The Roanoke Times e o Nola.com possuem uma capa interativa, organizada por tema, o que possibilita que em um simples clique o usuário tem a sua disposição às notícias de seu interesse. Possui a estrutura arbórea e não há prioridade para a memória.

Terceira geração

Mielniczuk aponta que durante essa etapa novos produtos jornalísticos exploram as potencialidades da Web. Surgem os recursos em multimídia, interatividade, personalização, hipertexto, memória e atualização contínua.
O MSNBC é apontado pelos pesquisadores do Ciberjornalismo, como um marco para o jornalismo na Web. Criado em 1996, entre a fusão da Microsoft (empresa de informática) e a NBC (empresa jornalística de televisão norte-americana), o MSNBC foi o primeiro site produzido sem o referencial jornalístico, portanto não se estruturou nas características da mídia impressa, o que possibilitou o desenvolvimento de layout e linguagem direcionada, exclusivamente, para os internautas.
Ao navegar por este sítio, constata-se o uso de hipertexto na narrativa jornalística e os recursos de multimídia são utilizados para tanto para atrair o usuário como oferecer uma nova perspectiva de leitura a este. No que tange a memória, não há prioridade de busca dos arquivos armazenados. Também não se verificou o uso das breaking news. Pelo fato das narrativas jornalísticas adotarem a estrutura arbórea permite maior interatividade entre mídia e usuário.

Referência bibliográfica

1- Mielniczuk, Luciana. Modelos de jornalismo digital, org. Machado, Elias.Palacios, Marcos. Salvador: Calandra, 2003.
2 - Módulo trabalhado em sala de aula

Aquecimento global atingirá o Brasil de forma desigual



Exercício nº 2 / Jornalismo Online / Suzana Barbosa / FJA

O Relatório "Salvando as Maravilhas Naturais do Mundo de Mudanças Climáticas", apresentado pela organização ambientalista WWF aponta que a Amazônia tem sua existência ameaçada até 2050. A pesquisa foi apresentada no dia 5 de abril e indica que outros ecossistemas como recifes de corais e florestas temperadas do Chile, encontram- se em situação de risco devido ao aquecimento global.

Segundo o relatório, a elevação da temperatura da Terra aliada à escassez de água poderá transformar a Amazônia em savanas (vegetação composta por gramíneas, árvores esparsas e arbustos, semelhante ao cerrado) até a metade do século. A previsão é que até 2050 a temperatura na floresta amazônica aumente entre 2 e 3º C.

As queimadas na região são apontadas como grandes responsáveis pela participação do Brasil, no que tange o aquecimento global, uma vez que a emissão dos gases acaba provocando a elevação da temperatura. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil conseguiu reduzir em 52% o desmatamento da Amazônia nos últimos dois anos e prepara um plano nacional para o combate ao aquecimento global. Segundo dados da entidade ambientalista, Greenpeace, desmatamento e queimadas lançam anualmente mais de 200 milhões de toneladas de carbono na atmosfera.


Impactos regionais

Em entrevista concedida a Agência Brasil, o representante do Greenpeace, Luís Piva disse que o impacto do aquecimento global no Brasil será sentido de forma diferente nas regiões do país. O Nordeste sofrerá com a salinização das terras (o que prejudica a produção agrícola) e a desertificação de grandes áreas.

"Cada planta tem uma condição ideal para se desenvolver. O aquecimento global pode, por exemplo, inviabilizar as culturas de maçã e morango desenvolvidas no Sul do país", explicou Mozat Salvador, meteorologista do Inmet - Instituto Nacional de Metrologia, órgão federal que simula o clima do planeta daqui a algumas décadas para a definição de políticas climáticas a médio e longo prazo.

No sudeste, a população sofrerá com as inundações em áreas costeiras e alagamentos em regiões de baixadas. Com o aumento do nível do oceano a cidade do Rio de Janeiro ficará totalmente vulnerável a enchentes e alagamentos, assim como outras cidades litorâneas.

Coordenadas

Pesquisadores divergem sobre a causa do aquecimento global

Devastador. Esse seria o efeito do aquecimento global sobre a Terra, segundo dados do IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas). Entre as questões mais prejudiciais à humanidade encontram-se o derretimento acelerado das calotas de gelos e, consequentemente, o aumento do nível do mar, furacões e ciclones cada vez mais fortes e a desertificação de grandes áreas por todo planeta.
De acordo com dados da ONU, 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.
As respostas científicas para o aumento de temperatura, não são consensuais. Para os partidários de que o aquecimento global é resultante de questões naturais, a variação na radiação cósmica por ação do campo magnético solar e o aumento da radiação solar, são explicações para o fenômeno. Os defensores das causas antropogênicas para explicar o aumento da temperatura, apontam o efeito estufa como o grande vilão deste processo. A relação predatória do homem sob o meio ambiente vem provocando um constante descontrole na dinâmica da natureza.

Aquecimento global: um debate político

A disputa tem um viés mais político do que científico, tendo em vista que, sob a ótica natural de aquecimento da terra, tanto o Protocolo de Kyoto como ações de preservação ambiental são entraves para o desenvolvimento para o capitalismo. Já para aqueles que atribuem às atividades humanas como responsável pelo desequilíbrio planetário, é fundamental mudar a lógica de desenvolvimento econômico, que busca enxergar o meio ambiente como parte integrante da humanidade.
Divergência a parte, de acordo com o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas), a maioria do aquecimento das temperaturas, nos últimos 50 anos, deve-se a um aumento do efeito estufa e as atividades humanas, que incluem além da poluição, o maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial, bem como o aumento do consumo energético.