quarta-feira, 25 de abril de 2007

Exercício n° 1/ Jornalismo Online/ Suzana Barbosa / FJA

No artigo “Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web”, Luciana Mielniczuk, estabelece três etapas classificatórias para o desenvolvimento do jornalismo na web: Webjornalismo de primeira geração, Webjornalismo de segunda geração e Web jornalismo de terceira geração.
Na primeira etapa os produtos oferecidos eram reproduções de partes dos grandes jornais impressos, que passavam a ocupar o espaço na internet, configurando-se em um caráter meramente transpositivo. Dentre os sites indicados para este exercício, todos já superaram esse estágio.

Webjornalismo de segunda geração

Segundo Mielniczuk, nesse momento começam a ocorrer experiências na tentativa de explorar as características específicas oferecidas pela rede.
"Ao mesmo em que se ancoram no modelo do jornal impresso, as publicações para a web começam a explorar as potencialidades do novo ambiente, tais como links com chamadas para notícias de fatos que acontecem no período entre as edições, o e-mail passa a ser utilizado como uma possibilidade de comunicação entre jornalistas e leitor ou entre os leitores, através de fóruns de debates; a elaboração das notícias passa a explorar os recursos oferecidos pelo hipertexto; surgem as seções 'últimas notícias'."
O The New York Times, Chicago Tribune, Roanoke Times e Nola.com, encontram-se nesta etapa, uma vez que a versão web é ancorada pelo modelo do jornal impresso. Ao comparar a versão impressa com a versão digital, o melhor conceito classificatório seria a Multimidialidade/Convergência definida por Palácios2. O autor entende Multimidialidade como a "convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico". Já a convergência, "torna-se possível em função do processo de digitalização da informação e sua posterior circulação e/ou disponibilização em múltiplas plataformas e suportes, numa situação de agregação e complementaridade".
Superando o estágio de metáfora, como também é conhecida, a segunda geração do webjornalismo, o The New York Times incorporou em seu sítio a personalização das notícias (opção oferecida ao usuário de configurar o jornal de acordo com seus interesses individuais). Destaca a memória (disponibilização para o usuário, o conteúdo já publicados pelo veículo, armazenado em sua home page) na página de abertura e adotou a estrutura arbórea como narrativa jornalística. Os mesmo elementos não são encontrados no The Roanoke Times, Nola.com e o Chicago Tribune, que ainda estabelecem o cadastro dos usuários para o acesso a parte dos seus conteúdos.

The Roanoke Times, Nola.com e o Chicago Tribune

Os sítios são exemplos de portais regionais. Segundo Barbosa3, portal regional é um modelo de apropriação da tecnologia segundo uma lógica de articulação local-global, que privilegia os conteúdos locais, reforçando a relação entre comunidade e conteúdo.
O The Roanoke Times e o Nola.com possuem uma capa interativa, organizada por tema, o que possibilita que em um simples clique o usuário tem a sua disposição às notícias de seu interesse. Possui a estrutura arbórea e não há prioridade para a memória.

Terceira geração

Mielniczuk aponta que durante essa etapa novos produtos jornalísticos exploram as potencialidades da Web. Surgem os recursos em multimídia, interatividade, personalização, hipertexto, memória e atualização contínua.
O MSNBC é apontado pelos pesquisadores do Ciberjornalismo, como um marco para o jornalismo na Web. Criado em 1996, entre a fusão da Microsoft (empresa de informática) e a NBC (empresa jornalística de televisão norte-americana), o MSNBC foi o primeiro site produzido sem o referencial jornalístico, portanto não se estruturou nas características da mídia impressa, o que possibilitou o desenvolvimento de layout e linguagem direcionada, exclusivamente, para os internautas.
Ao navegar por este sítio, constata-se o uso de hipertexto na narrativa jornalística e os recursos de multimídia são utilizados para tanto para atrair o usuário como oferecer uma nova perspectiva de leitura a este. No que tange a memória, não há prioridade de busca dos arquivos armazenados. Também não se verificou o uso das breaking news. Pelo fato das narrativas jornalísticas adotarem a estrutura arbórea permite maior interatividade entre mídia e usuário.

Referência bibliográfica

1- Mielniczuk, Luciana. Modelos de jornalismo digital, org. Machado, Elias.Palacios, Marcos. Salvador: Calandra, 2003.
2 - Módulo trabalhado em sala de aula

Nenhum comentário: